O primeiro passo

Um novo ano quase sempre vem acompanhado de um friozinho na barriga e uma boa dose de expectativa. A sensação é como se muitas coisas fossem mudar, por um simples número que avança no calendário.  Mas, na verdade nua e crua, é apenas o tempo passando, fazendo seu serviço.  É claro que, como disse no post página em branco, um novo ano é a chance de usar o aprendizado do ano anterior para se escrever melhor o novo capítulo que se abre, mas cada mudança a seu tempo.

Não adianta alimentar uma ansiedade desesperadora de que tudo irá se transformar nesse percurso de 365 dias. É preciso enxergar adiante e delimitar pequenos desafios menores para, a longo prazo, alçar vôos maiores.

Se sua ideia é emagrecer alguns quiilinhos, não adianta iniciar o ano se privando de tudo o que tem de mais gostoso. É necessário dar o primeiro passo. Reduzir os alimentos mais gordurosos, adquirir, aos poucos, hábitos mais saudáveis e criar objetivos curtos, para que o desânimo não interrompa o alvo final. ( É o que estou tentando fazer..rs)

Se sua meta é viver uma experiência de auto-aprendizado, talvez tornando-se alguém mais tolerante ou mais gentil, comece pelos pequenos gestos. Não adianta forçar um personagem e, de um dia para o outro, se transformar na boa samaritana, se seu apelido sempre foi Tati Quebra Barraco.

Se escrever um livro é sua meta do ano, não adianta sair escrevendo ligeiramente sobre tudo o que vê na frente.  Comece com o primeiro passo. Estipule horários para se dedicar a esta atividade e, com calma, deixe as palavras dominarem, espontaneamente, o movimento de seus dedos.

Quer um ano de mais leitura? Não adianta sair comprando uma pilha de livros para amontoá-los todos na estante. E, mesmo que faça isso, não tenha pressa em finalizá-los. Eles estarão todos ali à sua espera, desfrute de cada um com prazer e tranqüilidade.

Respire. Não tente atropelar o tempo. Acredito que, para todo e qualquer plano que tenhamos para 2012, é fundamental enxergar o primeiro passo e focar naquilo que nos é mais acessível hoje e agora.

É melhor ir devagar, armazenando energias, do que gastar toda a pilha antes de chegar do outro lado do rio. No fim das contas, seu caderninho de “Planos para o ano novo” não terá sido um projeto abandonado no meio da correnteza.

E você? Qual o primeiro passo para 2012?

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O medo da mudança

Mudança. Essa palavra nem sempre nos agrada muito, talvez seja porque toda mudança pressupõe perdas. Seja os amigos ou vizinhos que você perde quando muda de endereço, ou quando muda de emprego. Por mais que a mudança traga coisas boas e novas experiências, ela sempre significará perder outras. É inevitável.

Temos a tendência em buscar estabilidade, calmaria. A mudança sempre gera uma sensação de insegurança, porque tudo que é novo é desconhecido. Já pensou em quantos relacionamentos são mantidos (“empurrados”) pelo simples medo da mudança? E se eu me arrepender? E se eu não encontrar alguém melhor? E se? E se? No entanto, muitas perguntas só são respondidas com a temida mudança. Sem ela, tudo se torna mera especulação. Só arriscando se sabe as conseqüências de nossos atos.

Vivemos na esperança de que as coisas mudem para melhor, sendo que, muitas vezes, o único modo de as coisas realmente mudarem é se nós mudarmos primeiro. Há pessoas que têm a pretensão de mudar o mundo, mas não buscam mudar a si mesmo, mudar para melhor. Simplesmente dizem de forma autoritária “Sou assim. Não há o que fazer. Vou morrer assim” e impõem “Me aceite como sou”. Ok. As pessoas não são iguais (ainda bem!), e temos que enxergar seus defeitos apenas como características diferentes, do contrário sempre seremos decepcionados. Mas por que temos que aceitar tudo do jeito que é? Por que não tentar mudar? Mudar é preciso.

O tempo nos muda, nos amadurece, nos mostra tantas coisas que antes eram embaçadas ou ofuscadas. Um amigo (acho que posso chamá-lo assim) escreveu certo dia: “Antes tarde do que mais tarde. Se não começou a reforma na sua vida, não deixe para amanhã. É agora, é a partir desse minuto. As mudanças não são instantâneas, mas a iniciativa tem de ser imediata”.

E é isso que venho compartilhar aqui. Não tenha medo da reforma. Se reinvente. Inove. Ouse. Recomece. Deixe as mudanças falarem… A vida precisa delas. Seja no modo de agir, nas novas oportunidades que a vida te oferece, na visão de mundo, experimente mudar! Pequenas iniciativas podem te levar a grandes mudanças. E se a mudança mostrar que quer se impor, não fuja dela. O que parece ruim hoje, pode ser responsável por algo maravilhoso amanhã. E mesmo que você se arrependa, permita-se errar. A vida tem disso. Se você não arriscar, não saberá nunca.

Estabilidade é bom, claro. Mas não querer correr riscos nunca, pode significar comodismo, estagnação. Como disse esse meu sábio amigo, “o próprio medo da reforma pode significar a necessidade dela”.
Sendo assim, quem busca o melhor, tem que se sujeitar aos riscos e fazer as escolhas, mesmo que elas signifiquem perdas. Afinal, ninguém pode ter tudo na vida, né? Quem fica preso no passado ou no presente, com medo de mudar, acaba perdendo o futuro.

Por isso, meu conselho é: Ouse mudar! Não tenha medo de errar ao fazer suas escolhas. Aliás, se quer mais um conselho, busque Deus para te auxiliar nelas, só ele nos mostra o que é melhor para nós.

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5)

Pequenas coisas, feitas aos poucos, podem significar grandes mudanças. Segue um vídeo que mostra algumas dessas mudanças que fazem a diferença.
É uma propaganda da Fiat comemorando seus 25 anos.

Bom feriado!

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