Felicidade simples

Parece piegas, clichezão, mas sempre dei valor às coisas simples. Aquelas felicidades de pequenos momentos. Felicidades bobas, modestas, mas deliciosas. O suspiro de alívio ao chegar em casa depois de um dia cansativo, tirar os sapatos. Abrir a geladeira e matar quem estava de matando. Curtir minha casa. Tomar um banho, lavar o cabelo e ouvir uma música boa enquanto visto a roupa. Curtir os 10 minutinhos de soneca de manhã. Passar o sábado em casa vendo filmes, agarradinho com quem amo. Dormir com barulhinho da chuva. Dar risadas de molhar os olhos em um dia típico, para aliviar o estresse da rotina. E suspirar depois de rir muito – “aiai”. Tomar um açaí com os amigos, curtindo cada colherada devagar, saboreando. Comer um sonho de valsa e fechar os olhos como se o gosto ficasse melhor assim.  Colocar a fofoca em dia com minha mãe antes de ir me deitar a noite. Ver fotos, cadernos, cartas velhas. Lembrar da infância. Como eu amo a nostalgia. Abraçar meu namorado e ficar um tempinho parada ali, sentindo seu perfume. Brincar de ser criança, de inventar apelidos, de lutar, de morder. Fazer drama. Sentar num bar com música ao vivo, ouvir a música, aplaudir e pedir mais. Pedir comida japonesa por telefone com a família e discutir sobre quem comeu mais. Cinema, cheirinho de pipoca. Viajar ouvindo música, cantando e alterando as letras, só de brincadeira. Sentir o vento, a luz do sol. Amo cada pedacinho de alegria que a vida me proporciona. Porque essas felicidades despretensiosas, que pouco prometem, valem muito, pois nunca nos deixam frustradas. Cumprem o seu papel, não alimentam nossas expectativas, e fazem um dia qualquer se tornar especial.

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Palavra do dia – Luís Fernando Veríssimo

O Quase

Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu ainda está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distancia e frieza dos sorrisos na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom Dia” quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo) 

Palavra do dia – Ana Luíza Leite

Hoje a palavra do dia é de uma pessoa muito especial para mim. A minha afilhada querida, Ana Luíza. Ela me mandou esse texto e eu não podia deixar de compartilhá-lo com vocês. Fiz apenas alguns ajustes pequenos, acrescentei pouquinha coisa, mas o corpo do texto é todo dela. Ela transmitiu lindamente o medo do AMANHÃ não chegar e a urgência em viver o HOJE. Parabéns, Aninha. Amei.

“E se não houver o amanhã?”


Sabe, eu que costumava deixar tudo para amanhã, resolvi que, hoje, diria o quanto você é importante para mim, porque quando acordei pela manhã uma pergunta ressoava na acústica de minha cabeça: “E se não houver amanhã?”. E os planos pra minha vida? E as pessoas que amo? Como seria? Para onde iriam todas as palavras que eu não disse e todas as coisas que não fiz? Ás vezes, deixamos muitas coisas pra depois, pra amanhã…mais tarde. Pensamos que as coisas podem nos esperar, mas, às vezes, elas se esvaem sem sequer deixar um bilhete de despedida. Tudo tem seu tempo, sim, não podemos tentar prever o amanhã. Mas, em cada brecha que o tempo lhe der, aproveite cada segundo. Diga que ama, viva, sorria, brinque, divirta-se com quem você ama.Então, deite-se mais um pouco com quem está ao seu lado, escute suas idéias, dê mais atenção a suas lamúrias, observe seus gestos mais singelos, decore o tom da sua voz, seu jeito de andar, de comer, de abraçar e te olhar. Hoje, observe seu olhar, descubra seus desejos, seus anseios, seus sonhos mais secretos e se esforce para realizá-los.. Se não puder, ao menos saberá que tentou. Dê mais importância a quem está em sua volta. Dê mais valor às pessoas. Não minta para elas. A verdade às vezes dói, mas nenhuma ferida é mais funda do que a da mentira. Confie mais. Até que a vida lhe prove o contrário. Sorria quando sentir que deve sorrir. Evolua. Ultrapasse seus limites, diariamente, como se o amanhã não fosse chegar. Hoje, seja quem você é. Aproveite, vida você só  tem uma. Então: Pense. “E se não houver amanhã?”. Viva hoje. A vida se faz boa, intensa e verdadeira quando você não a planeja.

Palavra do dia – Marina Colasanti

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez vai pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti (Asmara26 de setembro de 1937) é uma escritora e jornalista ítalo-brasileira nascida na então colônia italiana da Eritreia. Ainda criança sua família voltou para a Itália de onde emigram para o Brasil com a eclosão da Segunda Guerra Mundial. No Brasil, estudou Belas-Artes e trabalhou como jornalista, tendo ainda traduzido importantes textos da literatura italiana. Como escritora, publicou 33 livros, entre contos, poesia, prosa, literatura infantil e infanto-juvenil. Uma ideia toda azul é um livro seu de contos que ganhou o prêmio O Melhor para o Jovem, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Em 2010, recebeu o Prêmio Jabuti pelo livro Passageira em trânsito.[1]

Palavra do dia

Estou abrindo a tag #palavradodia. Nessa tag, colocarei uma palavra (pode ser um texto qualquer, uma crônica, uma poesia, uma frase, enfim) de algum autor, renomado ou não. A palavra de hoje é uma crônica linda, que retirei do livro “Non – Stop – Crônicas do Cotidiano” da minha autora preferida, Martha Medeiros. Espero que vocês gostem e, principalmente, absorvam as palavras dela. Que essa leitura possa ser algo que, no fim do dia, terá valido a pena.

Antes do dia partir – Martha Medeiros

Paulo Mendes Campos, em uma de suas crônicas reunidas no livro “O Amor Acaba”, diz que devemos nos empenhar em não deixar o dia partir inutilmente.Eu tenho, há anos, isso como lema.

É pieguice, mas antes de dormir, quando o dia que passou está dando o prefixo e saindo do ar, eu penso: o que valeu a pena hoje? Sempre tem alguma coisa.
Uma proposta de trabalho. Um telefonema. Um filme. Um corte de cabelo que deu certo.Até uma briga pode ter sido útil, caso tenha iluminado o que andava escuro dentro da gente.

Já para algumas pessoas, ganhar o dia é ganhar mesmo: ganhar um aumento, ganhar na loteria, ganhar um pedido de casamento, ganhar uma licitação, ganhar uma partida.Mas para quem valoriza apenas as megavitórias, sobram centenas de outros dias em que, aparentemente, nada acontece, e geralmente são essas pessoas que vivem dizendo que a vida não é boa, e seguem cultivando sua angústia existencial com carinho e uísque, mesmo já tendo seu superapartamento, sua bela esposa, seu carro do ano e um salário aditivado.

Nas últimas semanas, meus dias foram salvos por detalhes.Uma segunda-feira valeu por um programa de rádio que fez um tributo aos Beatles e que me arrepiou, me transportou para uma época legal da vida, me fez querer dividir aquele momento com pessoas que são importantes pra mim. Na terça, meu dia não foi em vão porque uma pessoa que amo muito recebeu um diagnóstico positivo de uma doença que poderia ser mais séria.Na quarta, o dia foi ganho porque o aluno de uma escola me pediu para tirar uma foto com ele. Na quinta, uma amiga que eu não via há meses ligou me convidando para almoçar.Na sexta, o dia não partiu inutilmente, só por causa de um cachorro-quente.E assim correm os dias, presenteando a gente com uma música, um crepúsculo, um instante especial que acaba compensando 24 horas banais.
Claro que tem dias que não servem pra nada, dias em que ninguém nos surpreende, o trabalho não rende e as horas se arrastam melancólicas, sem falar naqueles dias em que tudo dá errado: batemos o carro, perdemos um cliente e o encontro da noite é desmarcado.Pois estou pra dizer que até a tristeza pode tornar um dia especial, só que não ficaremos sabendo disso na hora, e sim lá adiante, naquele lugar chamado futuro, onde tudo se justifica.

É muita condescendência com o cotidiano, eu sei, mas não deixar o dia de hoje partir inutilmente é o único meio de a gente aguardar com entusiasmo o dia de amanhã…

Página em branco

Ouvi em algum lugar que um novo ano é como uma página em branco. Uma página pronta para ser escrita. Um aglomerado de linhas à espera de nossa singela atitude de pegar o lápis e começar a escrever, mesmo que inconscientemente, mais um capítulo de nossa vida…

Embora seja impossível voltar a página anterior e mudar o que já foi rabiscado, essa nova página que se abre é uma chance de escrever melhor, com mais sabedoria, gastando menos lápis, menos esforço, evitando o uso do corretivo, que, afinal, nada mais é que uma tentativa inútil de apagar o que não tem volta.

Um novo ano é a chance que temos de converter os erros do passado em um rascunho para escrever o novo ano que se anuncia, de usar as conquistas e as alegrias acumuladas para recarregar a tinta da caneta e de fazer dos tropeços e das dificuldades um apontador para as pontas que irão se quebrar no caminho da escrita…

Que saibamos aproveitar o ano que se passou como aprendizado para esse novo ano que se faz presente.

Que em 2012 você escreva lindas páginas!
Feliz ano novo!

O medo da mudança

Mudança. Essa palavra nem sempre nos agrada muito, talvez seja porque toda mudança pressupõe perdas. Seja os amigos ou vizinhos que você perde quando muda de endereço, ou quando muda de emprego. Por mais que a mudança traga coisas boas e novas experiências, ela sempre significará perder outras. É inevitável.

Temos a tendência em buscar estabilidade, calmaria. A mudança sempre gera uma sensação de insegurança, porque tudo que é novo é desconhecido. Já pensou em quantos relacionamentos são mantidos (“empurrados”) pelo simples medo da mudança? E se eu me arrepender? E se eu não encontrar alguém melhor? E se? E se? No entanto, muitas perguntas só são respondidas com a temida mudança. Sem ela, tudo se torna mera especulação. Só arriscando se sabe as conseqüências de nossos atos.

Vivemos na esperança de que as coisas mudem para melhor, sendo que, muitas vezes, o único modo de as coisas realmente mudarem é se nós mudarmos primeiro. Há pessoas que têm a pretensão de mudar o mundo, mas não buscam mudar a si mesmo, mudar para melhor. Simplesmente dizem de forma autoritária “Sou assim. Não há o que fazer. Vou morrer assim” e impõem “Me aceite como sou”. Ok. As pessoas não são iguais (ainda bem!), e temos que enxergar seus defeitos apenas como características diferentes, do contrário sempre seremos decepcionados. Mas por que temos que aceitar tudo do jeito que é? Por que não tentar mudar? Mudar é preciso.

O tempo nos muda, nos amadurece, nos mostra tantas coisas que antes eram embaçadas ou ofuscadas. Um amigo (acho que posso chamá-lo assim) escreveu certo dia: “Antes tarde do que mais tarde. Se não começou a reforma na sua vida, não deixe para amanhã. É agora, é a partir desse minuto. As mudanças não são instantâneas, mas a iniciativa tem de ser imediata”.

E é isso que venho compartilhar aqui. Não tenha medo da reforma. Se reinvente. Inove. Ouse. Recomece. Deixe as mudanças falarem… A vida precisa delas. Seja no modo de agir, nas novas oportunidades que a vida te oferece, na visão de mundo, experimente mudar! Pequenas iniciativas podem te levar a grandes mudanças. E se a mudança mostrar que quer se impor, não fuja dela. O que parece ruim hoje, pode ser responsável por algo maravilhoso amanhã. E mesmo que você se arrependa, permita-se errar. A vida tem disso. Se você não arriscar, não saberá nunca.

Estabilidade é bom, claro. Mas não querer correr riscos nunca, pode significar comodismo, estagnação. Como disse esse meu sábio amigo, “o próprio medo da reforma pode significar a necessidade dela”.
Sendo assim, quem busca o melhor, tem que se sujeitar aos riscos e fazer as escolhas, mesmo que elas signifiquem perdas. Afinal, ninguém pode ter tudo na vida, né? Quem fica preso no passado ou no presente, com medo de mudar, acaba perdendo o futuro.

Por isso, meu conselho é: Ouse mudar! Não tenha medo de errar ao fazer suas escolhas. Aliás, se quer mais um conselho, busque Deus para te auxiliar nelas, só ele nos mostra o que é melhor para nós.

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5)

Pequenas coisas, feitas aos poucos, podem significar grandes mudanças. Segue um vídeo que mostra algumas dessas mudanças que fazem a diferença.
É uma propaganda da Fiat comemorando seus 25 anos.

Bom feriado!

Afinal, o que é confiança ?

O dicionário Aurélio define confiança como 1.Segurança íntima de procedimento 2. Crédito, fé. 3.Boa fama.

Para mim, confiança nada mais é que ausência de medo. Quando há confiança, não há medo de arriscar, de errar, de se machucar. É simplesmente se entregar, sem sofrer por antecipação pelas consequências, pois a confiança não nos deixa ver o que pode dar errado. Confiança é também otimismo.

É doar-se a alguém sem medo de estar sendo enganado. Confiança é certeza. Certeza de que sua melhor amiga não te difama quando você lhe dá as costas e certeza de que ela irá te defender se alguém o fizer.
Confiança é ousadia. Só os ousados não temem o erro. E quando o erro acontece, confiança é esperança. Só quem tem fé continua e persiste até obter êxito.

Nos relacionamentos, confiança é reciprocidade, é mutualidade. Se não for uma via de mão dupla, ela não existe. Confiança é respeito, é amor, e, sobretudo, fidelidade. Mas a confiança brota de dentro, logo, quem não confia em si próprio, tampouco confiará no outro.

Entretanto, infelizmente, nos últimos tempos, o excesso de confiança no outro tornou-se sinônimo de ingenuidade! Ora, mas quem disse somos espertos? Diversas vezes insistimos em confiar, confiar …até que o pouco de confiança que nos resta, começa a se dissolver nas mentiras, nas decepções e nas surpresas desagradáveis da vida.

Sim, os laços estão frouxos, os cadeados não travam com a mesma força e os interesses estão falando mais alto que os sentimentos. O mundo é dos espertos, é o que ouvimos. Desconfie, tenha sempre aquele pezinho atrás.
Ok, tenho que concluir que, sim, temos que seguir esses dolorosos conselhos. Mas também não sejamos radicais.
Não exclua toda e qualquer chance de confiar em alguém. Modere sua confiança nos outros, sim, vá com calma, o mundo está mesmo louco e não se sabe para onde foram os critérios de bom caráter.

Mas, não se esqueça: confie [SEM MODERAÇÃO] em si mesmo!
Tenho certeza que você não irá se decepcionar!

Um Sorriso Muda Tudo

Um sorriso pode mudar todo o nosso dia. Reclamamos da segunda-feira, de ir  trabalhar cedo, do trânsito e etc! Com isso, fazemos do dia um verdadeiro tédio. Vivemos na contagem regressiva para que o dia termine, que o fim de semana chegue logo. Andamos com pressa, de mal humor no trânsito, mal damos atenção a música que toca no rádio, ao céu azulado, o sol lá fora, e muito menos às pessoas. ‘Bom dia’ ao porteiro? ao trocador? Isso é só naqueles dias raros de bom humor, quando você recebeu uma notícia radiante que só diz respeito mesmo a você. Mas por quê tem que ser assim? Por que não podemos fazer de um tia típico, qualquer, um dia inspirado e alegre? Se vemos as coisas com outros olhos, tudo ao nosso redor muda, parece que todos em volta são nossos amigos e tudo flui melhor!A gente percebe até que nosso estado de espírito positivo atrai coisas boas, o dia passa leve, agradável e você nem precisou ficar olhando pro relógio!

Experimente sorrir para o mundo … que ele irá sorrir de volta 🙂

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